Sobre

Meu nome é Eduardo Mesquita Pereira Alves, pesquisador na Universidade de Tokyo (Bolsista MEXT), advogado, formado em Direito pela UFPR, sócio da Sunyé, Pereira Alves e Oliveira Viana – Sociedade de Advogados. Meu interesse inicial no Japão passou, como muita gente, por sua história dos séculos mais distantes e pela cultura pop, mas o amadurecimento desse interesse e inclusive o rumo acadêmico que dei com minhas pesquisas me trouxe ao foco nos séculos XIX e XX, com grande enfase na política, governos e legislação do Japão, que culminou na monografia de conclusão de curso  Constituição e Constitucionalismo no Japão: Reflexões em torno do art. 9º, renúncia à guerra e autodefesa.

Este é um blog  que começa  como um relato sobre minha viagem ao Japão como bolsista da Makiguchi Foundation, obtida no convênio UFPR-Universidade de Soka. Estudei na Universidade de Soka em Hachioji-shi, Tokyo-to ao longo de um ano e muitos dos textos aqui são minhas reflexões, impressões e pensamentos, antes e depois da experiência. Por três anos no Brasil ” alimentei” o blog com questões sobre aprendizado de idiomas, política e coisas absolutamente aleatórias, e agora novamente no Japão volto a relatar minhas experiências e atividades por aqui.

11 Respostas para “Sobre

  1. Oi Eduardo!
    A partir de hoje estarei acompanhando teu blog (^_^)v sou fissurada por coisas japonesas no geral: desde a cultura, passando pelo idioma, até as coisas mais populares como anime e mangá. Meu maior sonho é fazer intercâmbio praí (pela faculdade ou fazer mestrado depois) e pelo que li suas impressões são bastante exatas e me ajudariam muito! Sempre tive medo do famigerado “preconceito contra estrangeiros” no Japão, o que você escreveu até agora me aliviou bastante em relação a isso.
    Parabéns pelo blog \o/

  2. Olá Eduardo!

    Encontrei seu blog durante umas pesquisas que eu estava realizando à respeito de fazer graduação no Japão. Eu estava exatamente pensando em fazer Direito, mas ao expor essa idéia aos meus familiares ouvi muitas coisas do tipo “Direito é muito individual, e muito relacionado à cultura do próprio país.” e outras coisas do gênero, a maioria dizendo que não seria uma área boa para se fazer fora do Brasil. Então, se possível, eu gostaria de saber como você está se saindo, que tipo de habilitação você está tirando aí, qualquer coisa que possa me ajudar e me tirar do limbo em que me encontro. Eu estava pensando em depois de formada em direito, seguir uma linha mais para o direito internacional, visto que eu tenho grande paixão por línguas e poderia ser uma forma de ligar duas áreas do meu interesse. Pensei que estudar fora do país ajudaria nesse tipo de área.
    Eu comecei a estudar Direito ha pouco tempo na UFMG e eu já estou na idade limite para tentar a bolsa de estudos japonesa, que no caso, não teria vínculo com a universidade. Espero ouvir qualquer coisa de você. E continuarei lendo seu blog. Obrigada pela atenção.

  3. Ola Eduardo! Encontrei o seu blog por acaso . Estava pesquisando na internet sobre a diferenca dos niveis N2 e N1 do JLPT. Por coincidencia me formei em Direito pela Faculdade de Direito Mackenzie em 1999. Apos ser aprovada no Exame da OAB me mudei para o Japao devido transferencia de cargo do meu marido na empresa . Fui aprovada no N2 no meio do ano e agora estou estudando para o exame do final do ano N1. Fiquei pasma como ha uma grande diferenca entre os niveis! So de ver os textos do nivel 1 da vontade de chorar…Voce tem algum conselho para me dar? Percebi que muitos alunos param no nivel 2, pois acham que ja eh o suficiente para a comunicacao do dia a dia…o nivel 1 eh muito mais especifico. Moro em Kichijoji , estudo na KLS ( Kichijoji Language School)…Estou terminando o nivel avancado …mas mesmo assim sinto que estou muito longe de ser aprovada no nivel 1!!!Abracos

    • Realmente, a distância do N1 pro N2 é muito grande. Uma das principais dicas que eu posso dar é focar bastante em kanji, mas não nas questões de kanji e sim na naturalidade da leitura. Eu nunca tive dificuldade com o tempo em provas que fiz em minha vida, mas o JLPT é diferente, os textos são longos e não dá tempo de ficar pensando no significado, tem que saber ler como se fosse portugues, passando o olho e captando os pontos importantes, senão você acaba não tendo tempo de finalizar o teste.

      Outra coisa importante é praticar bastante com simulados. Mais do que saber nihongo, tem que saber resolver questões de JLPT, e tem que saber palavras típicas de JLPT que nem sempre são vistas na “vida real”.

      Logo, minhas dicas são, em resumo, duas: ler bastante livros, revistas, jornais para adquirir naturalidade e praticar com exercícios de provas passadas e livros especializados para adquirir o vocabulário específico. A prova de compreensão auditiva é muito fácil e acredito que não exige nenhuma atenção especial.

      Abraços

  4. Boa noite Eduardo. Tenho 30 anos, acabei de entrar no serviço publico federal, não tenho curso superior, mas vou cursar letras japonês ano que vem. Já faço lingua japonesa há um tempo. Há alguma chance de cursar uma bolsa ou algo do tipo no Japão?

    • Os cursos de letras sempre permite uma série de intercâmbios, que vão desde convênios diretos com Universidades, às Bolsas do Governo Japonês voltadas especificamente a essa área. Entretanto, a questão é ver se como funcionário público você consegue passar um período no Japão sem perder seu cargo. Dentro do estágio probatório seria muito difícil.

  5. Pingback: Tóquio e Curitiba: custo de vida - Dinheiro Público·

  6. Caro Eduardo,
    A sua história é muito interessante e os relatos muito valiosos, obrigado por compartilhar.
    Seria possível você escrever sobre o sistema político no Japão…também tenho curiosidade sobre as suas convicções em relação ao Brasil. Polemizando, aqui você “tende” a direita ou a esquerda?

    • Rafael,

      Você tem interesse numa visão geral do sistema político ou algum tema específico?

      Quando a minha posição política, pelos meus posts acho que não é segredo que sou de esquerda, idealmente eu gosto de algo meio anarco libertário no estilo Tolstoy, mas na prática e academicamente adoto perspectiva mais pragmática, próximo às ideias de igualitarismo de John Rawls e etc.

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