Mestrado no Japão

Arvore

Nada como uma foto do campus para ilustrar o post sobre o mestrado. Afinal, o local em que se estuda é parte integrante da experiência.

1) Enrolações iniciais

Então, em ocasiões anteriores já falei sobre meu período como pesquisador no Japão (aqui), já falei sobre o processo seletivo do MEXT (aqui), sobre o projeto de pesquisa (aqui), e agora chegou a vez de falar um pouco sobre como é o mestrado no Japão. Claro, é o mestrado em Direito, por si só bastante peculiar, provavelmente mais semelhante a outros cursos das humanas e sociais aplicadas, com uma sistemática bem diferente das exatas e biológicas, mas pode servir de noção para quem quer tentar o MEXT e não entendeu bem a diferença entre o pesquisador e o mestrando.

Pois bem, via de regra, o aprovado no processo seletivo do MEXT vem ao Japão como pesquisador. Esse período varia muito de instituição para instituição e de departamento para departamento. Em alguns locais é só um período para estudar japonês até a pós-graduação começar. Em outros é um período de preparação para o exame oficial de ingresso na universidade e pode variar de 6 meses a 2 anos.

No meu caso foi uma mistura de preparação para o ingresso no mestrado, ambientação e um período para conhecer as aulas, professores e o perfil do curso. É bom lembrar que apesar do edital do processo seletivo do MEXT dizer, de forma geral, que não é preciso saber japonês, em cursos como direito o idioma é imprescindível na maioria das universidades, e a fluência prévia é necessária. Não adianta achar que o curso de 6 meses vai dar conta de suprir esse requisito.

2) Do projeto de pesquisador ao projeto de mestrado

O projeto que eu apresentei quando fui selecionado pelo MEXT tratava de uma pesquisa sobre o regime jurídico dos sistemas financeiros em períodos pré e pós crise. Chegando aqui, o tema no período como pesquisador foi reduzido, e tratei apenas do regime jurídico de independência (ou dependência) do Banco Central do Brasil e do Banco do Japão. Escrevi uma artigo de 20 páginas sobre isso e não apenas senti que estava num beco sem saída, com dificuldade de expandir para o mestrado, como também percebi que essa linha não era adequada ao perfil dos professores.

Diferente dos cursos de exatas, em que existe um laboratório, e os laboratórios tem um professor e uma linha de pesquisa, o Direito é um curso muito mais individualista. Me deram toda a liberdade de escolher o tema, mas considerando as aulas que frequentei, as linhas de pesquisa mais comuns, os temas mais polêmicos no Japão e a área de especialização dos professores, acabei modificando bastante meus planos. Em menos de 1 ano e meio apresentei 4 projetos, que começaram no sistema financeiro e chegaram agora na governança corporativa. Ou seja, os aprovados pelo MEXT não devem esquentar muito com o projeto inicial, pois  a tendência é mudar bastante.

Mas saindo dessa introdução, vamos ao que interessa, como é o mestrado?

3) Requisitos para conclusão

O grande objetivo, obviamente, é obter o título de mestre. Para tanto são necessários 22 créditos de aulas (cada aula em geral tem 2 créditos e duram um semestres, mas algumas pode fornecer até 4 créditos no semestre), 8 créditos de orientação e uma tese de mestrado.

4) As aulas

O aluno tem total liberdade para escolher as aulas, mas só valem créditos aquelas no seu programa. Por exemplo, o meu departamento tem 3 programas que coexistem, o de Direito Positivo, de Política e de Fundamentos do Direito. Eu posso frequentar todos, mas só aulas de Direito Positivo me rendem créditos.

Meu plano foi concluir os créditos de aula no primeiro ano, então pensei na extensão da grade com isso em mente. A título de curiosidade, no primeiro semestre estou cursei as seguintes disciplinas:

a) 商事判例研究会(Grupo de Estudos de Precedentes de Direito Comercial),

b) Introduction to Japanese Law in English,

c) 会社法の研究 (Seminário de Pesquisa em Direito Empresarial),

d)国際ビジネス法 (Direito dos Negócios Internacionais),

e) 比較証券市場法 (Direito Comparado dos Mercados de Capitais);

No segundo semestre as aulas foram:

a) 商事判例研究会(Grupo de Estudos de Precedentes de Direito Comercial),

b)  会社法研究 (Seminário de Pesquisa em Direito Empresarial  – nesse ano voltado aos precedentes do estado de Delaware),

c)  国際契約交渉 ( Negociação de Contratos Internacionais: uma “disputa” entre equipes de Tóquio e da Universidade de Washington),

d)  企業法務 (Assuntos legais in-house de grandes corporações),

e)  法と行動経済学 ( Economia Comportamental e o Direito)

Diferente da graduação, quem tem aulas no estilo tradicional, a maioria das aulas no mestrado são seminários com poucos alunos. Nesses seminários cada aluno é responsável por uma ou mais aulas, geralmente com tema, jurisprudência e referência bibliográfica definida pelo professor. A nota tende a ser composta pela apresentação e por um relatório entregue ao final, além da presença nos seminários. Já nas aulas normais a nota é composta por presença e por uma prova.

5) Perfil do conteúdo e comportamento em aulas

Considerando se tratar de uma pós-graduação, as aulas não costumam ser exposições básicas sobre os temas, mas sim uma abordagem de questões muito mais específicas, logo, a leitura antecipada dos textos é essencial. Não há em geral no Japão a cultura norte-americana do cold call, os professores não forçam os alunos a responder nada, apesar de que nos seminários são convidados e incentivados a participar.

É interessante que nas aulas comuns ninguém costuma se manifestar ou fazer perguntas, todo mundo senta no fundo da sala e se esconde. Já nos seminários apresentam um perfil mais participativo. Isso também varia bastante conforme o local da aula (no caso do Direito, a Law School tem um perfil mais pró-ativo, e o mestrado e doutorado mais … contemplativo).

A impressão geral foi de que tive um aprendizado enorme. Em meio a uma maioria esmagadora de japoneses, alguns pouquíssimos asiáticos, e sendo o único não asiático no departamento, consegui ser tratado como um igual. Tive sorte, talvez, de ter tido professores dedicados e colegas excelentes, então aquela imagem que muita gente passa de que o mestrado no Japão não é muito exigente e o conteúdo é fraco ficou distante da minha experiência. Isso também ilustra a importância de se procurar uma boa instituição de ensino e um departamento sério em um intercâmbio, não por conta do nome que vai constar em seu diploma, mas pelo tipo de ensino e interação acadêmica, duas coisas que podem ser completamente comprometidas quando não estão em primeiro lugar na lista de prioridades da instituição.

Depois de um ano, estou satisfeito e a partir de agora quero repensar e compartilhar a experiência e conhecimento adquiridos.

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Daqui para frente pretendo falar em posts individuais sobre as aulas, dar maiores detalhes sobre minhas impressões específicas sobre professores, alunos, como minha forma de estudar e de entender o Direito mudou, e principalmente, como eu avalio a experiência do mestrado no Japão.

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Bolsa de Estudos do MEXT (Monbukagakusho) – Como e Porque estudar no Japão

mext

Agora que sou oficialmente bolsista do MEXT, e tendo conversado com outros bolsistas, passado por todo o processo seletivo sempre refletindo sobre o seu funcionamento, acredito que posso dar dicas e fazer uma breve explicação de como é possível obter a Bolsa do MEXT e porque vale muito a pena estudar no Japão.

A Bolsa do MEXT é uma bolsa de estudos oferecida pelo Ministério da Educação do Japão para curso técnico, graduação e pós graduação a partir de um processo seletivo que se inicia por meio dos Consulados no Brasil, passa pelas Universidades e pelo Ministério da Educação em uma forma de ingresso universitário chamado Ingresso por Recomendação. A bolsa tem um valor de cerca de 145 mil ienes por mês, paga passagem de avião de ida e volta e isenção das taxas escolares, e pode durar a pesquisa, mestrado e doutorado. Creio que é a melhor bolsa disponível para qualquer país, e isso já é um bom motivo para ir ao Japão. Não é preciso saber nada sobre o país e, via de regra nada do idioma, ou seja, não é preciso ter medo, é preciso tentar.

Tendo sido aprovado na Pós-Graduação pela representação de Curitiba, minha experiência é voltada a esse processo em específico, mas creio que em grande parte as dicas valem para qualquer lugar. Para informações sobre o que faz um pesquisador em seu primeiro ano do Japão, escrevi um post sobre isso: https://eduardompa.wordpress.com/2014/04/21/atividades-de-pesquisa-na-universidade-de-tokyo/

A primeira coisa a se fazer é acessar o site do Consulado em sua jurisdição e ver as informações, datas e ler atentamente o Edital. Segue o link da página do Consulado de Curitiba: http://www.curitiba.br.emb-japan.go.jp/bolsa1.html

As inscrições começam dia 2 de maio e terminam dia 29 de maio. É preciso preparar uma quantidade grande de documentos então melhor não deixar para última hora. O Consulado de Curitiba ainda realiza palestras explicativas da bolsa (as datas estão aqui http://www.curitiba.br.emb-japan.go.jp/press/20140407press-palestra-mext-pt.pdf) e atendimento pessoal com o Orientador das bolsas nas seguintes Datas: 17 (qui), 25 (sex) e 30 (qua) de abril Horário: das 14:00 às 17:30. É importante dominar bem as informações oficiais, e essas são as melhores fontes e não vou ficar mastigando a informação já disponível. O pessoal do Consulado é extremamente atencioso e competente, e as informações que fornecem já podem ser suficientes para muitos candidatos. O que vou falar agora são algumas dicas do processo de Research/Graduate Student que acredito podem ajudar na aprovação, ou pelo menos esclarecer melhor quem se sente meio perdido.

1) As provas

Não existe segredo para a prova do processo seletivo. A de inglês é absolutamente obrigatória e lembra muito o TOEFL, ou seja, não exige muito estudo e sim um conhecimento mas natural do idioma. A de japonês é opcional, ou melhor, deve ser feita, mas a nota não é tão relevante (porém de acordo com o próprio edital áreas que exigem o domínio da língua como Direito e Literatura tornam essa prova muito importante). Alguns modelos de provas até 2010 estão no seguinte site, e creio que é o suficiente para estudar: http://www.studyjapan.go.jp/en/toj/toj0308e.html

* No último ano caíram alguns kanji para escrever, diferente das provas modelos, então é sempre bom dar uma praticada

2) Projeto de Pesquisa

O projeto de pesquisa é, aparentemente, a parte mais importante. O ideal é já ter algo bem pensado bem antes do processo seletivo. Na hora de pensar em um tema é importante ter em mente algumas coisas:

a) Porque essa pesquisa deve ser conduzida no Japão?

b) Existe espaço para essa pesquisa no Japão?

c) Existem Universidades e Professores que orientem esse tipo de estudo?

Para solucionar essas dúvidas existem vários sites para busca de teses e Universidades (links ao final do artigo!), mas uma técnica bastante eficiente é enviar emails para Universidades e, especialmente, Professores , explicando que vai tentar a bolsa do MEXT, com seu projeto em anexo, perguntando a opinião deles, se orientariam algo do gênero ou se conhecem alguém interessado. Eu diria que 40% talvez não respondam, mas no meu caso, os outros 60% responderam sempre com muita educação e entusiasmo, alguns explicando porque não podem, outros se mostrando interessados de antemão na orientação. Ter um email desse tipo em mãos pode até não fazer diferença na seleção, mas dá a confiança de que você está no caminho certo, afinal, se um professor japonês quer te orientar você já sabe que seu projeto é viável e é bem aceito no Japão.

Além disso, no ato de inscrição é preciso selecionar três Universidades e três orientadores, e você não quer correr o risco de ser aprovado nas provas e descobrir só depois que os que você escolheu não tem interesse.

3) A entrevista

A entrevista não tem segredo, não tem pegadinha. Se você sabe bem o que quer pesquisar, sabe porque é importante e porque é necessário, nenhuma pergunta vai te surpreender. Não é uma situação para fingir que sabe, para fingir que está preparado. Se você está preparado, se tem condições psicológicas de morar em outros país, conduzir a pesquisa em outro idioma, vai mostrar isso naturalmente. Dito isso, a entrevista é conduzida em dois idiomas, portugues-japonês ou português-inglês, dependendo da sua proficiência. Não dou mais detalhes porque o objetivo da entrevista é justamente testar o preparo, e se alguém já chega sabendo o que vai encontrar em detalhes não vai se expressar de forma genuína.

4) A Fase das Universidades

Acho que é a segunda fase mais tensa de todas. Na hora de enviar sua inscrição você seleciona três Universidades e três orientadores, e se aprovado é preciso enviar a documentação de aprovação ao Japão. Cada Universidade tem um processo diferente. Em algumas a documentação vai para as mãos do orientador e eles faz tudo para você (por exemplo, Tsukuba). Em outras, a documentação é enviada ao departamento, que realiza os procedimentos necessários e um processo seletivo interno (Waseda e Todai, por exemplo). Algumas pedem exatamente a mesma documentação da inscrição, outras, como a Todai, pedem um conjunto completamente diferente de documentos e até mesmo outro formato de Projeto de Pesquisa. Lembro ainda que em Direito as universidades pedem certificado de aprovação no JLPT N1, declaração equivalente ou superior. 

Para saber exatamente como deve fazer basta mandar um email para o departamento de assuntos internacionais da Universidade ou procurar na página dela ou de seu departamento o procedimento MEXT. As Universidades geralmente tem uma página com todas as orientações. (basta colocar no google algo como “Waseda MEXT application”, por exemplo)

Entre o envio da documentação e a resposta demora um ou dois meses, e documentação suplementar pode ser pedida. Por exemplo, Waseda me informou que os três professores estavam indisponíveis, então me deram uma lista mais atual. Ou seja, existe alguma flexibilidade.

Lá por outubro chegam as respostas. No meu caso recebi a resposta de Waseda e Todai quase no mesmo dia. Alguns recebem respostas bem cedo, outros em cima do prazo, não dá para se desesperar (mas admito que mandei emails perguntando, e fui muito bem atendido, nada daquele suposto rigor e terror burocrático japonês haha).

5) A Fase MEXT

Nessa fase o candidato não faz nada, apenas espera, e portanto é a fase mais estressante de todas. É uma espera que dura de Novembro até Fevereiro, e fica em mãos do poder discricionário do MEXT decidir se você vai ou não e para onde vai. Ou seja, mesmo aprovado em tudo, você pode cair nessa fase, e só vai saber no último momento. Mesmo tendo recebido contato da Todai no dia 25 de dezembro (presente de Natal!) me informando que decidiram minha moradia, não sosseguei até receber o telefonema do Consulado no final de Fevereiro.

Essas são as dicas gerais que tenho para dar. Fico a disposição para esclarecer dúvidas na seção de comentários (e cujas respostas serão incluídas no post). Para informações muito melhores e um FAQ excelente, existe uma página no facebook de bolsistas e aspirantes: https://www.facebook.com/groups/443590372369376/ (a comunidade é fechada, então quem quiser participar terá que pedir para que eu adicione).

Dessa mesma página indico os seguintes links de bancos de dados de teses, universidades e professores. Foi a partir desses links que localizei professores com minha linha de pesquisa. Outra forma que busquei foi colocar palavras chaves da pesquisa no google junto com “Japan”. Muitas vezes caí em páginas de think-tanks ou órgãos do governo e eventos com professores especialistas na área, depois é só usar técnicas de google para achar emails e arriscar o contato:

– Guide to Japanese universities and colleges by The JapanTimes:

http://info.japantimes.co.jp/universities/japanese_universities.html#.UoeCipR5y1B 

 

CiNii: sites do CiNii, base de dados do Nii (National Institute of Informatics 国立情報学研究所)

– CiNii Articles 日本の論文をさがす: http://ci.nii.ac.jp/

– CiNii Books 大学図書館の本をさがす: http://ci.nii.ac.jp/books/

 

– ReaD & Researchmap : http://researchmap.jp/ ou http://read.jst.go.jp/

Parecido com a Plataforma Lattes no Brasil, o ReaD & Researchmap é uma base de dados com informações sobre os pesquisadores japoneses.

 

– J-Global: http://jglobal.jst.go.jp/

Assim como o ReaD & Researchmap, o J-Global é uma basa de dados que contém pesquisadores, temas de pesquisa, referências bicliográfias e muitas outras informações úteis.

 

– GeNII NII学術コンテンツ・ポータル: http://ge.nii.ac.jp/genii/jsp/index.jsp

 

– 国文学論文目録データベース: http://base1.nijl.ac.jp/infolib/meta_pub/RBNDefault.exe?DEF_XSL=default&GRP_ID=G0000307&DB_ID=G0000307RBN&IS_TYPE=meta&IS_STYLE=default

 

– 近代デジタルライブラリ: http://kindai.ndl.go.jp/

NihonGo! retorna ao Japão – Próxima parada: Universidade de Tokyo

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Esse Blog começou em 2010 com a minha viagem ao Japão como bolsista do Convênio entre UFPR/Soka Daigaku. Na época começou como uma espécie de diário de bordo, com vários impressões de primeira viagem, algumas críticas inocentes, impressões estranhas. Nunca reli a maioria dos posts e acho que discordaria do meu eu de 2010 em muita coisa. Com o retorno ao Brasil aumentei a variedade de temas, a crítica social ficou mais pesada, mas também foquei bastante na divulgação de métodos e materiais de estudo de nihongo. É um blog que claramente não tem muito foco, vive de fases.

E agora começa uma nova fase na vida do autor, e portanto do site. Retorno em abril ao Japão como bolsista de Pós-Graduação do Governo Japonês (a bolsa do MEXT, também carinhosamente conhecida como bolsa do Monbusho). Vou conduzir uma pesquisa na área de Direito Econômico na Universidade de Tokyo.

Não digo que é um sonho realizado porque nunca sonhei em estudar na Todai. Com toda essa aura lendária que a indústria cultural e a própria sociedade japonesa cria em torno dessa instituição, nunca criei falsas esperanças. Para o pessoal da minha geração certamente a idealização começa com Love Hina, Death Note, e passa pelos Doramas, filmes, que abordam mesmo que tangencialmente a dificuldade de ingresso nas Universidade Nacionais.

Quando me preparei para entrar no processo seletivo da bolsa calhou que minha linha de pesquisa batia com a dos professores da UTokyo. Mandei e-mails, recebi ótimos feedbacks, depois que passei nas provas e entrevista, acabei passando também lá, foi meio circunstancial. Não significa que foi fácil, fiz um projeto bacana, montei versões em português, inglês e japonês, enfim, fiz o que se espera de quem leva a sério um processo seletivo. Ainda assim, a ficha não caiu na época, e não caiu agora.

Pois bem, o importante é que nessa nova fase do blog prevejo que vou poder tratar de alguns temas que ainda não abordei, ou que abordei superficialmente: a verdadeira vida acadêmica no Japão, a batalha para usar o Nihongo acadêmico, dicas para passar na bolsa do MEXT, a vida no centro de Tokyo… Enfim, essas coisas que decorrem da própria experiência de vida e de academia que terei.

Bom, esse post se presta só para contar a novidade mesmo. Estou empolgado por poder melhorar o conteúdo do blog, e especialmente torná-lo mais acessível. Um problema da minha bolsa anterior é que ela era muito restrita, um aluno por ano da UFPR, os leitores que queriam aprender os caminhos para estudar no Japão não podiam usar isso como parâmetro, agora quem sabe possa produzir um conteúdo universalmente útil.