Bolsa de Estudos do MEXT (Monbukagakusho) – Como e Porque estudar no Japão

mext

Agora que sou oficialmente bolsista do MEXT, e tendo conversado com outros bolsistas, passado por todo o processo seletivo sempre refletindo sobre o seu funcionamento, acredito que posso dar dicas e fazer uma breve explicação de como é possível obter a Bolsa do MEXT e porque vale muito a pena estudar no Japão.

A Bolsa do MEXT é uma bolsa de estudos oferecida pelo Ministério da Educação do Japão para curso técnico, graduação e pós graduação a partir de um processo seletivo que se inicia por meio dos Consulados no Brasil, passa pelas Universidades e pelo Ministério da Educação em uma forma de ingresso universitário chamado Ingresso por Recomendação. A bolsa tem um valor de cerca de 145 mil ienes por mês, paga passagem de avião de ida e volta e isenção das taxas escolares, e pode durar a pesquisa, mestrado e doutorado. Creio que é a melhor bolsa disponível para qualquer país, e isso já é um bom motivo para ir ao Japão. Não é preciso saber nada sobre o país e, via de regra nada do idioma, ou seja, não é preciso ter medo, é preciso tentar.

Tendo sido aprovado na Pós-Graduação pela representação de Curitiba, minha experiência é voltada a esse processo em específico, mas creio que em grande parte as dicas valem para qualquer lugar. Para informações sobre o que faz um pesquisador em seu primeiro ano do Japão, escrevi um post sobre isso: https://eduardompa.wordpress.com/2014/04/21/atividades-de-pesquisa-na-universidade-de-tokyo/

A primeira coisa a se fazer é acessar o site do Consulado em sua jurisdição e ver as informações, datas e ler atentamente o Edital. Segue o link da página do Consulado de Curitiba: http://www.curitiba.br.emb-japan.go.jp/bolsa1.html

As inscrições começam dia 2 de maio e terminam dia 29 de maio. É preciso preparar uma quantidade grande de documentos então melhor não deixar para última hora. O Consulado de Curitiba ainda realiza palestras explicativas da bolsa (as datas estão aqui http://www.curitiba.br.emb-japan.go.jp/press/20140407press-palestra-mext-pt.pdf) e atendimento pessoal com o Orientador das bolsas nas seguintes Datas: 17 (qui), 25 (sex) e 30 (qua) de abril Horário: das 14:00 às 17:30. É importante dominar bem as informações oficiais, e essas são as melhores fontes e não vou ficar mastigando a informação já disponível. O pessoal do Consulado é extremamente atencioso e competente, e as informações que fornecem já podem ser suficientes para muitos candidatos. O que vou falar agora são algumas dicas do processo de Research/Graduate Student que acredito podem ajudar na aprovação, ou pelo menos esclarecer melhor quem se sente meio perdido.

1) As provas

Não existe segredo para a prova do processo seletivo. A de inglês é absolutamente obrigatória e lembra muito o TOEFL, ou seja, não exige muito estudo e sim um conhecimento mas natural do idioma. A de japonês é opcional, ou melhor, deve ser feita, mas a nota não é tão relevante (porém de acordo com o próprio edital áreas que exigem o domínio da língua como Direito e Literatura tornam essa prova muito importante). Alguns modelos de provas até 2010 estão no seguinte site, e creio que é o suficiente para estudar: http://www.studyjapan.go.jp/en/toj/toj0308e.html

* No último ano caíram alguns kanji para escrever, diferente das provas modelos, então é sempre bom dar uma praticada

2) Projeto de Pesquisa

O projeto de pesquisa é, aparentemente, a parte mais importante. O ideal é já ter algo bem pensado bem antes do processo seletivo. Na hora de pensar em um tema é importante ter em mente algumas coisas:

a) Porque essa pesquisa deve ser conduzida no Japão?

b) Existe espaço para essa pesquisa no Japão?

c) Existem Universidades e Professores que orientem esse tipo de estudo?

Para solucionar essas dúvidas existem vários sites para busca de teses e Universidades (links ao final do artigo!), mas uma técnica bastante eficiente é enviar emails para Universidades e, especialmente, Professores , explicando que vai tentar a bolsa do MEXT, com seu projeto em anexo, perguntando a opinião deles, se orientariam algo do gênero ou se conhecem alguém interessado. Eu diria que 40% talvez não respondam, mas no meu caso, os outros 60% responderam sempre com muita educação e entusiasmo, alguns explicando porque não podem, outros se mostrando interessados de antemão na orientação. Ter um email desse tipo em mãos pode até não fazer diferença na seleção, mas dá a confiança de que você está no caminho certo, afinal, se um professor japonês quer te orientar você já sabe que seu projeto é viável e é bem aceito no Japão.

Além disso, no ato de inscrição é preciso selecionar três Universidades e três orientadores, e você não quer correr o risco de ser aprovado nas provas e descobrir só depois que os que você escolheu não tem interesse.

3) A entrevista

A entrevista não tem segredo, não tem pegadinha. Se você sabe bem o que quer pesquisar, sabe porque é importante e porque é necessário, nenhuma pergunta vai te surpreender. Não é uma situação para fingir que sabe, para fingir que está preparado. Se você está preparado, se tem condições psicológicas de morar em outros país, conduzir a pesquisa em outro idioma, vai mostrar isso naturalmente. Dito isso, a entrevista é conduzida em dois idiomas, portugues-japonês ou português-inglês, dependendo da sua proficiência. Não dou mais detalhes porque o objetivo da entrevista é justamente testar o preparo, e se alguém já chega sabendo o que vai encontrar em detalhes não vai se expressar de forma genuína.

4) A Fase das Universidades

Acho que é a segunda fase mais tensa de todas. Na hora de enviar sua inscrição você seleciona três Universidades e três orientadores, e se aprovado é preciso enviar a documentação de aprovação ao Japão. Cada Universidade tem um processo diferente. Em algumas a documentação vai para as mãos do orientador e eles faz tudo para você (por exemplo, Tsukuba). Em outras, a documentação é enviada ao departamento, que realiza os procedimentos necessários e um processo seletivo interno (Waseda e Todai, por exemplo). Algumas pedem exatamente a mesma documentação da inscrição, outras, como a Todai, pedem um conjunto completamente diferente de documentos e até mesmo outro formato de Projeto de Pesquisa. Lembro ainda que em Direito as universidades pedem certificado de aprovação no JLPT N1, declaração equivalente ou superior. 

Para saber exatamente como deve fazer basta mandar um email para o departamento de assuntos internacionais da Universidade ou procurar na página dela ou de seu departamento o procedimento MEXT. As Universidades geralmente tem uma página com todas as orientações. (basta colocar no google algo como “Waseda MEXT application”, por exemplo)

Entre o envio da documentação e a resposta demora um ou dois meses, e documentação suplementar pode ser pedida. Por exemplo, Waseda me informou que os três professores estavam indisponíveis, então me deram uma lista mais atual. Ou seja, existe alguma flexibilidade.

Lá por outubro chegam as respostas. No meu caso recebi a resposta de Waseda e Todai quase no mesmo dia. Alguns recebem respostas bem cedo, outros em cima do prazo, não dá para se desesperar (mas admito que mandei emails perguntando, e fui muito bem atendido, nada daquele suposto rigor e terror burocrático japonês haha).

5) A Fase MEXT

Nessa fase o candidato não faz nada, apenas espera, e portanto é a fase mais estressante de todas. É uma espera que dura de Novembro até Fevereiro, e fica em mãos do poder discricionário do MEXT decidir se você vai ou não e para onde vai. Ou seja, mesmo aprovado em tudo, você pode cair nessa fase, e só vai saber no último momento. Mesmo tendo recebido contato da Todai no dia 25 de dezembro (presente de Natal!) me informando que decidiram minha moradia, não sosseguei até receber o telefonema do Consulado no final de Fevereiro.

Essas são as dicas gerais que tenho para dar. Fico a disposição para esclarecer dúvidas na seção de comentários (e cujas respostas serão incluídas no post). Para informações muito melhores e um FAQ excelente, existe uma página no facebook de bolsistas e aspirantes: https://www.facebook.com/groups/443590372369376/ (a comunidade é fechada, então quem quiser participar terá que pedir para que eu adicione).

Dessa mesma página indico os seguintes links de bancos de dados de teses, universidades e professores. Foi a partir desses links que localizei professores com minha linha de pesquisa. Outra forma que busquei foi colocar palavras chaves da pesquisa no google junto com “Japan”. Muitas vezes caí em páginas de think-tanks ou órgãos do governo e eventos com professores especialistas na área, depois é só usar técnicas de google para achar emails e arriscar o contato:

– Guide to Japanese universities and colleges by The JapanTimes:

http://info.japantimes.co.jp/universities/japanese_universities.html#.UoeCipR5y1B 

 

CiNii: sites do CiNii, base de dados do Nii (National Institute of Informatics 国立情報学研究所)

– CiNii Articles 日本の論文をさがす: http://ci.nii.ac.jp/

– CiNii Books 大学図書館の本をさがす: http://ci.nii.ac.jp/books/

 

– ReaD & Researchmap : http://researchmap.jp/ ou http://read.jst.go.jp/

Parecido com a Plataforma Lattes no Brasil, o ReaD & Researchmap é uma base de dados com informações sobre os pesquisadores japoneses.

 

– J-Global: http://jglobal.jst.go.jp/

Assim como o ReaD & Researchmap, o J-Global é uma basa de dados que contém pesquisadores, temas de pesquisa, referências bicliográfias e muitas outras informações úteis.

 

– GeNII NII学術コンテンツ・ポータル: http://ge.nii.ac.jp/genii/jsp/index.jsp

 

– 国文学論文目録データベース: http://base1.nijl.ac.jp/infolib/meta_pub/RBNDefault.exe?DEF_XSL=default&GRP_ID=G0000307&DB_ID=G0000307RBN&IS_TYPE=meta&IS_STYLE=default

 

– 近代デジタルライブラリ: http://kindai.ndl.go.jp/

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72 Respostas para “Bolsa de Estudos do MEXT (Monbukagakusho) – Como e Porque estudar no Japão

  1. Oi eduardo tudo bom?

    Acabei de ler esse seu post sobre a bolsa MEXT, eu queria tentar ela. Não esse ano, pois não preparei nada e já estamos em Maio. Mas ano que vem, com certeza!

    Na verdade eu queria muito uma bolsa de mestrado. Mas não tem falando se a MEXT dá bolsa de mestrado. O mais próximo que achei foi essa de pesquisador.

    Tenho 2 dúvidas grandes inicialmente:
    1- Tem dica de como escreve a proposta de pesquisa? Por exemplo, algumas bolsas gostam de candidatos com propostas mais sociais, para ajudar seu país etc.
    2- Essa prova de mestrado é difícil? A bolsa dura os anos de mestrado? Porque no site do consulado fala que a bolsa é de até 2 anos, sendo 6 meses de curso de japonês. Ou seja, quando que faria essa prova de mestrado? Eu faria o mestrado todo lá?

    Não sabia exatamente por onde te enviar essas perguntas, então resolvi mandar por aqui.

    Obrigada pela atenção,
    Silvia Daou Vidal

    • Silvia, a bolsa é uma bolsa que cobre desde o período como pesquisador (via de regra obrigatório) até o Doutorado. Você ingressa na pesquisa e dentro da Universidade segue os procedimentos deles.

      Como dica de projeto, tem que ser algo muito realista, que tenha uma boa justificativa para ser conduzido no Japão, e tem que ser muito bem fundamentado para agradar não apenas a banca do Consulado, mas as Universidades Japonesas. O Japão é um país pragmático na academia, então é importante levar isso em conta.

      A bolsa dura algo em torno de 6 ou 7 anos, ou seja, da pesquisa ao mestrado e doutorado, mas tudo depende de você efetivamente entrar nos programas, e para isso tem que concorrer normalmente no processo seletivo da Universidade. A única garantia é a pesquisa non-degree, os outros programas dependem do desempenho do aluno.

      Boa sorte no processo seletivo !

  2. Bom dia. Uma pergunta importante. A Todai pede na documentação certificado de proficiência em Japonês para cursos jurídicos? Minha situação é: Ainda não sei Japonês. Nem uma aulinha na vida. Inglês, sem problemas. Na sua opinião, há possibilidade de ingresso na School of Legal Legal and Political Studies, especificamente no curso de Comparative, historical, and theoretical studies of law? No site da universidade diz que é um curso para japoneses e estrangeiros que queiram estudar direito e ciências políticas no Japão. No site ainda diz que, em linhas gerais, é bom ter proficiência nível N1 (o que dá a entender que não é obrigatório). Em algum lugar eu li, inclusive, que o curso é ministrado em sua maioria em inglês. Eu tenho mais chances de ser aceito (nessa situação de não saber Japonês) como pesquisador (em contraposição ao mestrado)? Ou eles não aceitam alunos na minha condição e eu deveria tentar mesmo o programa internacional de políticas públicas (todas as aulas em inglês)? Meu projeto (meio que) permite esta mudança;
    Sei que escrevi muito, e agradeço de verdade se puderes responder. Vai fazer uma boa diferença na minha vida.
    Desde já, obrigado.

    Samuel

    • Samuel, o deparatmento de Graduate Schools for Law and Politics tem como requisito mínimo o N1, não é obrigatório no sentido de que, se você comprovar que sua habilidade é equivalente ou maior, eles dispensam o ceritificado do JLPT (mas solicitam declaração de algum professor e ligam no Consulado para saber!). O departamento não aceita ninguém que não seja muito proficiente em japonês, e na verdade é um departamento que não oferece qualquer suporte, material, apoio que não seja em nihongo. Os formulários de inscrição também são em japonês e eles exigem o projeto em nihongo. Tem pouquíssimos ocidentais (2, talvez 3), para ter uma noção da dificuldade. Além disso, não existe a possibilidade de ser aceito no mestrado diretamente, você vai entrar como pesquisador e vai ter que fazer o exame do mestrado, que no caso desse departamento é só em japonês.

      No seu caso realmente é melhor tentar o GraSPP com o programa de políticas públicas em inglês, é onde estão todos os ocidentais que não falam japonês. No caso desse departamento não sei como funciona a seleção, no entanto.

      De qualquer forma, boa sorte no processo seletivo !

  3. Muito legal esse post, bastante esclarecedor!

    Tenho interesse em participar do processo seletivo no ano próximo, porém atuando na área tecnológica.

    Uma dúvida que me surgiu ao ler o texto foi com relação ao nível de proficiência do idioma japonês para realização da prova e entrevista.

    De maneira alguma sou entendido no assunto e tendo apenas o nível básico de conhecimento do idioma e kanji, muitas das questões das provas exemplos são passíveis de serem respondidas, mas ficam com aquele sentimento de “não tenho certeza” pairando no ar. Situação que acredito eu, já não poderia acontecer no momento da entrevista, caso esta fosse no idioma japonês – Nada pior que ficar silenciado por falta de conhecimento, seja vocabulário ou gramática, em especial em uma entrevista!

    O nível de proficiência exigido para a entrevista é baseado nesta prova ou é dada a opção no momento da entrevista de escolher o segundo idioma?

    Apenas uma curiosidade, em virtude da possibilidade do indivíduo ir relativamente bem na prova, porém ser surpreendido na entrevista!

    Desde já agradeço a atenção e parabéns pela conquista da bolsa!

    • Gilberto, não se preocupe, estando na área tecnológica e optando por programas de pós-graduação que provavelmente serão em inglês, não vai ser exigido conhecimento do idioma japonês na prova ou entrevista. Sempre conta como diferencial nesses casos, mas acredito que 90% dos aprovados não sabe quase nada de japonês, então não compromete o processo seletivo.

      • Obrigado pela resposta Eduardo! Certamente participarei do próximo processo seletivo.

        As etapas do seu processo seletivo foram efetuadas aqui na cidade de Curitiba ou foi necessário ir para outras cidades?

        Hora de fazer um upgrade nos meus conhecimentos “enferrujados” dessa língua!

        Abraços.

  4. Muito esclarecedor seu post brother.

    Mais tenho duvidas a respeito do projeto de pesquisa e sobre qual assunto se trata. E uma duvida meio pessoal, pretendo tentar juntamente de um amigo. Existe uma chance de alem de cursar a mesma faculdade, morarmos junto ou perto ou algo do gênero?

    Desde já, Valeu!

    • Matheus, sobre o projeto de pesquisa, estou preparando um artigo específico sobre o tema, fique de olho.

      Sobre a questão pessoal, via de regra se conseguirem passar na mesma Universidade, provavelmente vão morar no mesmo alojamento no primeiro ano, caso não queiram alojamento, é só alugar um apartamento juntos 🙂

  5. Olá Eduardo, tudo bem?
    Penso em fazer o processo seletivo no próximo ano (pra conseguir a bolsa em 2016) e estou começando a ficar ansiosa sem nem ter tentado.
    Eu preciso me inscrever em maio do ano que vem, correto?
    Quero ver os formatos dos trabalhos, já que estou muito acostumada ao método ABNT e com a orientação de professores brasileiros em minha monografia. Alguma dica?
    Seu texto foi muito bom pra dar um pontapé.
    Vou procurar saber mais sobre os formatos de trabalho e pedi para fazer parte do grupo no Facebook.
    Continuarei dando uma olhada nos seus textos e parabéns pela iniciativa. Poucos sites oferecem essa explicação simplificada e poucos bolsistas também.
    Obrigada.

    • Que bom que gostou do post. Sobre o projeto, é feito nos moldes brasileiros mesmo. Como é a referência principal para a banca do consulado e no geral são quase todos brasileiros, não tem porque se preocupar com a questão formal. Alguns consulados colocam limite de página, outros não, mas fora isso, siga as regras acadêmicas básicas que dá tudo certo 🙂

  6. Ola Eduardo, tudo bem?
    Eu vou querer fazer a prova e se Deus quiser fazer faculdade no Japão.Eu queria saber se todas as disciplinas vão ser em inglês ou não, e se a redação que tem que fazer de 30 a 60 linhas conta muito.
    Obrigado.

  7. Eduardo, eu fiquei preocupado porque sei que minha área de estudo (economia) necessita de nível N1 (e eu sei algo próximo ao N5), mas quando liguei pro consulado de Recife, a mulher disse que quem faz pós-graduação não precisa saber japonês para ser aprovado. Você sabe como funciona o esquema pra quem não sabe japonês, já que não dá pra ficar completamente fluente em 6 meses? O que consigo imaginar como mais provável são as pós-graduações em inglês…
    Com relação ao projeto de pesquisa, eu estou me esforçando pra conseguir um tema que interesse professores japoneses (no caso, eu tenho que escolher os professores no ato da inscrição com os consentimentos deles já?), mas eu estou tendo dificuldade porque a linha de pesquisa dos japoneses é muito diferente do que estou acostumado. Você conhece alguém da área de economia por aí?

    • Pedro, creio que existe algum equívoco na sua informação de necessidade de N1. Economia é uma das disciplinas que mais gente vem estudar aqui totalmente em inglês. A maioria das melhores Universidades oferecem programas dessa área que não exigem nem N5 de japonês. Dê uma olha na Universidade de Yokohama, na Keio e na própria Universidade de Tokyo, departamento de políticas públicas. (isso em pós graduação, claro).

      Quanto ao tema, recomendo que converse com algum professor seu sobre algo atual e relacionado ao Japão e depois dê uma olhada nos links que passei e procure pesquisadores nessa área no Japão.

  8. POXA VIDA
    asuhashuash
    Falta de informação é fogo mesmo… (tudo bem.. e falta de interesse e procura da minha parte… DDD=)
    Mas o fato é que…. acabei de descobrir…. que esse era o último ano que poderia ter concorrido a uma bolsa de graduação!
    D=
    asuhashuash
    Mas tudo bem…!
    Um dia Eu tento mestrado lá…! ( =//// )

  9. Oi Eduardo, tenho uma dúvida em relação a prova. Independente da área, a prova para pós graduação, é de matemática, física, química e biologia?
    Grata,
    Carolina

    • Carolina, na pós graduação as provas são de inglês e japonês apenas. Inglês é sempre mandatário, japonês é, via de regra, um diferencial.

  10. Olá Eduardo, tudo bem? Eu sou graduanda em Direito pela UFMG, estou indo pro meu último ano na faculdade e comecei um projeto de pesquisa com um professor do Departamento de Filosofia do Direito e disciplinas afins (Sociologia Jurídica, Antropologia Jurídica, etc) sobre a cultura jurídica do Japão, com enfoque nos séculos XIX e XX

    Fiquei muito feliz pela disposição do meu orientador em se enveredar pelo Japão, definitivamente é um país esquecido quando os acadêmicos do Direito pretendem estudar sistemas jurídicos estrangeiros

    Seu blog é sensacional, me trouxe muito material bom pra estudo, inclusive! E eu fiquei especialmente interessada com a possibilidade de uma bolsa de pesquisa MEXT, por isso gostaria de te perguntar algumas dúvidas que não consegui sanar por conta própria nas minhas horas de “google” 😛

    1) Seu conhecimento prévio de nihongo me deixou receosa, eu pretendia começar a estudar a partir de 2015 e minha ingenuidade de nunca ter um contato anterior com o idioma me fez pensar que talvez em 2 anos eu conseguiria um nível aceitável para ganhar pontos na seleção do MEXT. O nível exigível para área de humanas é muito alto? Começando do zero, você considera que 2 anos de estudos com aulas em escolas de japonês + dedicação em casa me ajudaria a alcançar pelo menos o intermediário? Eu preciso ter certificado do JLPT para concorrer às vagas do MEXT na área de humanas, ou apenas uma nota alta na prova de nihongo do Consulado é o suficiente?

    2) Minha outra dúvida está mais relacionada ao que eu pretendia esboçar pra um projeto de pesquisa (pensando numa seleção em 2017, por aí) e veio a calhar que você é um colega do Direito, então pode me ajudar 😀 Só pra contextualizar, eu dei uma pesquisada por alto em algumas Faculdades de Direito de algumas Universidades japonesas e vi que a maioria da grade é bem dogmática (assim como no Brasil) e isso me trouxe um pequeno dilema. Após concluir meu projeto de pesquisa (que possui um tema mais amplo), eu pretendia focar nos estudos da questão de gênero no Japão, sempre tive curiosidade sobre os direitos das mulheres japonesas e possuo uma bagagem boa com temas afins na graduação (artigos e apresentações de comunicações em congressos sobre violência doméstica, feminismo etc). Consultando os links que você disponibilizou, os melhores artigos (em inglês) que eu li com tais temáticas foram de orientadoras e orientadores de Faculdades como Ciências Sociais, Psicologia etc. O ponto alto foi um projeto da Faculdade de Direito da Universidade de Tohoku sobre Igualdade de Gênero (http://www.law.tohoku.ac.jp/gcoe/en/), no contexto do Plano para Igualdade de Gênero 2000 (http://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/genero.html), mas aparentemente, desde maio de 2013 o site não é atualizado e eu não encontrei na lista de professores ativos da Faculdade o nome da antiga coordenadora, Miyoko Tsujimura. Você acha que as Faculdades de Direito do Japão não possuem muito interesse em abordar essa temática? O MEXT apenas me selecionaria se eu me propusesse a pesquisar na minha área de formação, o Direito, certo? Então não haveria a possibilidade de tentar escolher orientadores de outras áreas interdisciplinares das Ciências Humanas, como Ciências Sociais, etc?

    Ah, caso você saiba de linhas de pesquisas sobre direito das mulheres, igualdade de gênero, etc, eu ficaria muito feliz pelo compartilhamento! Aproveito pra sugerir dois temas pros seus futuros posts no blog: direito das mulheres no Japão ou os desafios da sociedade japonesa em alcançar a igualdade de gênero (seria ótimo uma visão de quem está morando no país sobre como as próprias mulheres japonesas lidam com essa busca por independência, até onde elas também não preferem manter certas tradições que estipularam por séculos papéis fixos na sociedade de acordo com o gênero, etc)

    Outro tema que eu me interesso bastante é sobre Direito Penal, adorei seus posts sobre a Yakuza e o índice de criminalidade do país! Sugiro também algo sobre o sistema carcerário japonês 😉 (Se você se interessar, tem inclusive um documentário no Youtube que mostra um presídio feminino, bem bacana!)

    Desculpa o comentário enorme, qualquer dica vai ajudar demais! Continue com o ótimo trabalho e parabéns pela conquista da bolsa MEXT 😀

    • Olá Maíra,

      Muito interessante sua área de interesse de pesquisa. Nessa área, minha veterana da UTokyo que esteve aqui até ano passado apresentou este ano uma tese chamada A Discriminação da Mulher japonesa no mercado de trabalho japonês – Análise da discriminação sob a perspectiva legislativa japonesa. Logo é possível conduzir pesquisas de gênero dentro dos departamentos de Direito, mas creio que nada te impede de ir para um departamento de política (que no caso da Todai é o mesmo do Direito), políticas públicas ou outras áreas de humanas. Estando relacionado com sua área de estudo e existindo uma justificativa (maior proximidade com sua pesquisa) para essa pequena mudança de área, não há problema, conheço muita gente que migra na pós para se adaptar melhor a divisão japonesa.

      Quanto às suas dúvidas específicas:

      1) Via de regra o idioma japonês é exigido na área de humanas regulares, entretanto, muitas universidades possuem programas de pesquisa em inglês, creio que é melhor você se focar nelas. Infelizmente, mesmo com muuuito esforço, 2 anos não é o suficiente para ter um nível que te permita sequer ler materiais básicos, quanto mais acadêmicos. Quem conheço aqui que cursa programas em japonês tem entre 5 e 10 anos de estudo. Dito isso, é importante começar desde já a estudar o idioma, até para que você possa entender o drama desse idioma hahaha.

      2) Como disse ali em cima, encontre a Universidade com a linha de pesquisa mais próxima da sua, contate os professores e se prepare para justificar a “mudança” de área. Ou melhor, explique que uma área que no Brasil é pesquisada em Direito no Japão se concentra em ciências sociais, por exemplo, assim não haverá problema.

      Gostei das sugestões de posts para o blog. Talvez você tenha visto que alguns meses atrás escrevi um post sobre empoderamento feminino em animês antigos (no caso Gundam de 1979). Me interesso pela questão de gênero e debato e leio muito sobre o tema no Japão. Tenho algum conhecimento das reformas legais (e o fracasso delas) da década de 2000 que tentaram proibir certas discriminações no mercado de trabalho, então talvez possa escrever sobre isso. Sobre o sistema carcerário, pensei especificamente nos centros de detenção de estrangeiros. Conheço pessoas com acesso a eles e pensei em conhecer ou ao menos perguntar e aprender sobre como é e escrever aqui.

      Obrigado pelos elogios e boa sorte. Qualquer dúvida estou a disposição.

  11. Olá Eduardo,

    Estou pensando em solicitar uma bolsa de mestrado ou especialização em Direito Internacional Público ou Privado. Tenho algum conhecimento de japonês,mas é fraco, de forma que sou bem melhor com o Inglês. Que Universidade me sugeres? Como é o nível da prova?

    Grata pela atenção,

    Ellen Matsukura

    • Ellen, infelizmente não sei quais universidades possuem programas de Direito em inglês. Além disso, o Japão não é um país com muito destaque no Direito Internacional Público, creio que nessa área a Europa e os EUA tem opções melhores.

      Quanto a prova, as aplicadas pelo consulado estão no site do concurso da bolsa, mas as dos processos seletivos internos variam de universidade para universidade.

  12. Bom dia,

    No edital do site da embaixada está escrito:
    (5) Candidatos que queiram realizar pesquisas com temas relacionados ao Japão (como Língua Japonesa, Direito Japonês, Literatura Japonesa, etc.) deverão ter conhecimento avançado da língua japonesa.
    No seu caso, gostaria de saber qual era o seu nível de japonês, medido aproximadamente pelo JLPT, à época da sua candidatura.

    Agradecidamente,

    Luís Martins.

  13. Obrigada por postar informações sobre o MEXT! Estão sendo de grande ajuda! Tentarei esse ano pela primeira vez e já estou bem nervosa, haha. Pedi para entrar no grupo do face. 🙂

  14. Eduardo, então para uma pós graduação em Direito é obrigatório JLPT N1? Está correta essa afirmação?

    • Não sei se é um regra, mas nunca encontrei uma universidade que não pedisse o certificado ou comprovação de conhecimento equivalente.

  15. Opa, ótimas dicas, favoritei seu site aqui hahaha.
    Ainda falta bastante pra pensar na pós mas eu já quero ir moldando o que vou precisar fazer pra não virar aquela correria de última hora. Suas dicas estão sendo muito úteis e eu agradeço muito. Aaaa e vou requisitar acesso à comunidade do face ok?! Abraço

  16. Primeiramente quero agradecer pelas informações, pois muitas de minhas dúvidas foram esclarecidas!
    Como não sou nada confiante, uma coisa que tem me matado é pensar que muita gente vai concorrer à bolsa e eu não terei chances. Acredito que tenha um bom projeto de pesquisa, boas justificativas e tal, mas fico muito preocupada com a prova de inglês, pois sou bem razoável neste idioma. Tenho me testado pelas provas de anos anteriores e acertado entre 70 e 80% delas. Não sei vc consegue me responder isso… mas será q uma nota dessas é suficiente? O exame de pós-graduação é realmente muito concorrido?

    • Me parece que isso é o suficiente para ir para a entrevista. Tenho a impressão que pega mesmo na hora de decidir é a qualidade e relevância do projeto.

  17. Olá, eu queria me informar sobre a prova de graduação… Você sabe me informar se o consulado ou a faculdade japonesa aceita diploma de ensino médio feito pelo supletivo para a bolsa mext de graduação?

    • Infelizmente não conheço os procedimentos da graduação. Esse tipo de informação é melhor perguntar direto no consulado.

    • Olá Eduardo, gostaria de saber se posso concorrer a bolsa do mext se por exemplo ter participado outras de bolsas de intercâmbio, como o ciências sem fronteiras ou no intercâmbio do rotary.
      P.S :As provas serão feitas na onde?
      Obrigada.

  18. Olá Eduardo. tenho vontade de cursar uma graduação no japão ano que vem (2016) tenho 21 anos (já possuo uma graduação em Ed. Fís), e quero saber quando que geralmente abre as inscrições para concorrer a bolsas de 2016. Desde já, grato pela atenção.

    • Haurelio, creio que você já ultrapassou a idade limite para obter a bolsa de graduação, agora só pode concorrer à bolsa de pós.

  19. Olá Eduardo, me interessei muito em fazer graduação no Japão, tenho algum domínio na língua japonesa e pouco em inglês. Gostaria de saber se assim tenho alguma vantagem em conseguir a bolsa.
    E tenho uma outra pergunta, se eu vou conseguir ou não a bolsa, vai depender do orientador que escolhi? Todos eles mais cedo ou mais tarde respondem mesmo o e-mail? Caso me sugerisse um orientador quem seria?

    • Isabela, para a bolsa de graduação existe uma prova de conteúdos de vestibular do Japão (próximo ao que é cobrado pelo vestibular do ITA no Brasil), que é o que mais conta para a aprovação. Saber inglês ou japonês é só um diferencial.

      Nesse caso não há orientador. O contato direto com professores é só na pós.

  20. I aí Edu!
    Blz?
    Andei dando uma vasculhada aleatória pela internet e vi casos de vários estudantes de diversos países dando depoimentos de que estudam no japão e conseguiram isso através de diferentes tipos de oportunidade, não só MEXT ou JETI mas também pelo ”EJU” ou pelo que Me pareceu, exames prestados diretamente para as próprias universidades..?

    Só queria saber se por acaso você tem mais informações acerca de possibilidades de graduação ou pós no Japão que vão além da MEXT, e que poderia compartilhar aqui conosco pra gente fazer um tipo de compilação dessas informações.

    Abraço Edu!
    O blog continua ótimo!

  21. Oi Eduardo,
    li em algum lugar que é possível fazer através do MEXT a continuação de um mestrado já iniciado no Brasil. Isso me interessou, pois já estou cursando o mestrado aqui, e teria muita penadea de largar tudo caso conseguisse bolsa para o Japão.
    Vc tem alguma informação sobre isso?

    • O que é possível é passar 2 anos como pesquisador aqui mantendo o mestrado no Brasil trancado, mas não acho que seja possível dar continuidade aqui ou fazer o mestrado sanduíche obtendo reconhecimento de duas instituições.

  22. Acabei de ler esse seu post sobre a
    bolsa MEXT, eu queria tentar ela.
    Não esse ano, pois não preparei
    nada e já estamos em Maio. Mas
    ano que vem, com certeza!
    Na verdade eu queria muito uma
    bolsa de mestrado. Mas não tem
    falando se a MEXT dá bolsa de
    mestrado. O mais próximo que
    achei foi essa de pesquisador.
    Tenho 2 dúvidas grandes
    inicialmente:
    1- Tem dica de como escreve a
    proposta de pesquisa? Por exemplo,
    algumas bolsas gostam de
    candidatos com propostas mais
    sociais, para ajudar seu país etc.
    2- Essa prova de mestrado é difícil?
    A bolsa dura os anos de mestrado?
    Porque no site do consulado fala
    que a bolsa é de até 2 anos, sendo
    6 meses de curso de japonês. Ou
    seja, quando que faria essa prova
    de mestrado? Eu faria o mestrado
    todo lá?
    Não sabia exatamente por onde te
    enviar essas perguntas, então
    resolvi mandar por aqui.
    Obrigada pela atenção, felismino arlindo antonio

  23. Olá Eduardo 🙂
    Bom, fui aprovada para a entrevista (que será essa semana). Estava pesquisando quais universidades vou tentar caso seja aprovada e então me veio uma dúvida/problema bem grande. Muitas delas pedem um TOEFL ou equivalente, e mesmo se fizer a prova agora, o resultado por demorar para sair. Quando fez foi preciso ter pontuação do TOEFL? Me ajudaria muito saber.
    Obrigada.

    • Olá Lia,

      Primeiramente, parabéns pela aprovação 🙂

      Então, eu curso o mestrado em japonês, então eu tive de comprovar proficiência N1 no idioma (com certificado ou com uma declaração de um professor). Em inglês muitas universidadespedem o TOEFL mesmo, algumas substituem por uma redação ou algo do gênero, depende da instituição, então é melhor já mandar e-mail para as que te interessam.

  24. Eduardo, você sabe dizer quanto tempo demora para ter uma resposta do consulado depois de fazer a entrevista? Acabei tendo resposta positiva de uma universidade depois de fazer a entrevista, será que é interessante avisar ao consulado ou isso seria desnecessário?
    Brigada!

    • A resposta do consulado demora umas 2 ou 3 semanas. Seria interessante informar eles da Universidade. A sua chance de ser aprovada no Japão pesa na decisão, então pode te ajuda

  25. Pingback: Mestrado no Japão | Nihon Go !·

  26. Olá…queria tirar uma duvida ,não sei falar fluente inglês mais na escrita sou bom ! Isso tem algum problema pra conseguir a vaga ?
    ou tem que saber falar fluente inglês ?

    • A não ser que você saiba perfeitamente japonês, acho beeem complicado passar sem ser fluente em inglês.

  27. Olá Eduardo! Primeiramente agradeço por dividir suas experiências, tão valiosas, com todos. Eu estou pensando em participar da Bolsa de Estudos MEXT (pós-graduação) em Direito, gostaria tirar algumas dúvidas:
    1) Quanto tempo de estudo da língua japonesa, pela sua experiência, é necessário para conseguir acompanhar as aulas no Japão?
    2) Como pesquisador também há uma carga horária de palestras/seminários/aulas que tem que cumprir?
    3) As aulas são muito técnicas com uso excessivo de jargões jurídicos, como no Brasil, que e acabam impossibilitando a compreensão da matéria?
    Muito obrigada!

    • Cindy, vamos ver se consigo responder suas perguntas.

      1) Para conseguir acompanhar aulas de Direito, na pós, imagino que uns 5 ou 6 anos de estudo, talvez mais. Para os asiáticos um pouco menos, e mesmo eles tem uma bagagem de japonês de muitos anos também.
      2) Como pesquisador não há uma carga horária, e o que você vai fazer depende do seu professor. Pode ser que ele queira que você participe de um número mínimo de seminários, escreva um paper ou algo assim

      3) As aulas são bem técnicas, assim como no Brasil e em qualquer outro lugar, mas eu discordo que isso dificulte a compreensão. Pelo contrário, o vocabulário técnico está aí para definir com precisão os conceitos jurídicos, da mesma forma como uma aula de medicina vai ser repleta médicos, uma de engenharia de termos de engenharia. Principalmente em nível de pós-graduação se espera um apuro técnico do vocabulário acima do estudante de graduação.

  28. Olá Eduardo, obrigado pelas informações foram muitos esclarecedoras, falta 1 ano para me formar e estou planejando me aplicar a esse programa para fazer pós. Queria saber qual o peso das notas do seu histórico escolar no processo seletivo, faço engenharia e tenho rendimento escolar de 7,64. Será que isso pesa muito na seleção?

    • Não acho que as notas pesem. São no máximo um parâmetro para desclassificar alguém MUITO ruim.

  29. Quantos dias por semana você estuda na pós-graduação? Todos os dias? Como se dar o procedimento para continuar e cursar mestrado e doutorado no japão.

    • Todo dia, pesquisa é assim, até quando não está pesquisando está pensando em alguma coisa (e dependendo da sua área tem inclusive que cumprir horário, tipo 8h por dia no laboratório)

  30. Olá, estou gostando bastante do seu blog! Está ajudando muito.
    Eu estou me preparando para tentar a bolsa e surgiu uma dúvida: Nos 6 primeiros meses vc só estuda o japonês e só depois começa a sua pesquisa ou já chega e começa os dois simultaneamente?

  31. Olá Eduardo, muito bom o seu artigo. Eu gostaria que você me disse-se, o que a Todai mais exige de um candidato, para que o mesmo possa ser aceito na bolsa de pesquisa, pois como sendo a Top 1 do japão, acredito que seja bem exigente. Desde já agradeço

    • Vocação para pesquisa. Domínio do idioma em que a pesquisa vai ser conduzida. Foco especial para o projeto. Na graduação, precisa de notas muito muito altas para entrar.

  32. Sei que esse post é antigo, mas se pudesse me responder me ajudaria muitíssimo!!!!!
    Primeiro: Nasci no Japao e morava lá até o ano passado, sou descendente de japonesa, estudei na escola brasileira, será que isso influenciaria de uma forma negativa a minha aprovaçao? Contando que eu morei lá por tantos anos e nao falo japones fluentemente.
    Segundo: Pretendo fazer a prova pra ingressar em 2017, a prova é em junho, porém vou voltar a morar no Japao com minha familia em outubro. Será que isso também influenciaria de uma forma negativa, ou até pode impedir o meu ingresso?
    Terceiro: Como em outubro de qualquer jeito estou indo pro Japao com minha família, já vou estar lá em abril de 2017, que é a época em que eles te fornecem a passagem, certo? Mas teria problema ir pra lá antes, por conta? Sem que seja necessário que me forneçam uma passagem ou ajuda para escolher uma moradia, pois vou morar com meus pais.
    Desculpa o comprimento da pergunta mas ficaria muito agradecida se me respondesse !!! Obrigada

    • Mari, por partes:

      1) Acho que influencia negativamente. Mais do que o desenvolvimento acadêmico do estudante, essa bolsa é parte da política de softpower japonês, que é trazer estrangeiros, promover o Japão, mandar vários de volta aos seus países e ficar com alguns. Uma pessoa que foi criada aqui talvez esteja um pouco fora desse escopo de promoção internacional.

      2) Acho que o fato de você voltar ao Japão te desclassifica da bolsa. Você não pode ser residente no período de seleção, e a seleção só termina mesmo em dezembro. Nesse momento você já vai estar registrada como residente no Japão, e inclusive não vai poder cumprir as últimas formalidades do processo seletivo, como assinatura dos termos de compromisso e etc.

      3) Não há problema ir antes, por conta própria, acho que o edital lida com essa questão, mas, como disse antes, residir no Japão antes do fim do processo inviabiliza as últimas etapas e talvez automaticamente te desqualifique.

      Além disso, você diz que vai morar com seus pais, mas quem garante que você vai conseguir uma universidade onde eles moram?

      Acho que você precisa pensar em algumas soluções (fazer o processo e adiar a sua ida ao Japão, afinal, se você passar eles vão pagar de qualquer jeito), e não descartar as questões de moradia.

      • Eduardo, muito obrigada pelas respostas!!!
        Respondendo sua pergunta, pros meus pais os meus estudos sao muito importantes, entao em relacao a isso, eles já disseram que tentariam se mudar de acordo com o local da minha faculdade.
        Vou ver se minha família pode esperar até dezembro entao, mas se nao, voce por acaso conheceria algum programa que dá bolsas pra estrangeiros já residentes no Japao?

  33. Esqueci de perguntar outra coisa,
    Quero fazer a prova em ingles, pois nao sei japones, e vi em um site que é necessário ter um certificado, e entre eles tinha TOEFL e outros, mas nao estava escrito o TOEIC, que é o certificado que tenho. Realmente necessidade de um certificado se vc opta por ingles? Se sim, o TOEIC é aceito?

    • A questão de certificado de idioma varia de universidade para universidade, melhor consultar as universidades do seu interesse.

      Ah, outra questão, você tem nacionalidade japonesa? Se tiver, isso te impede de prestar a não ser que desista dela.

      • Entendi! Mas me informaram que no caso pra graduaçao, após o primeiro ano de preparaçao, voce tem suas preferencais de faculdade mas eles que decidem pra onde voce vai de acordo com o ‘histórico’ durante esse ano, isso tá certo? Porque se for o caso, nao saberia qual certificado eu teria que ter sem saber ao certo pra qual faculdade seria enviada.
        Nao, nasci em Nagoya mas fui registrada brasileira, só sou yonsei, o que nao sei também se teria algum problema

  34. Ótimo post, altamente informativo, principalmente os links que dão acesso aos pesquisadores japoneses.

    Eu tentei a bolsa de pesquisa ano passado e não fui aprovada, gostei muito da sua sugestão de mandar e-mail aos pesquisadores. Mas como vc conseguiu o e-mail dos pesquisadores? Vc entrou em contato com a faculdade antes ou diretamente com eles?

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