Yakuza – Entendendo o crime organizado do Japão: 27 práticas do crime organizado japonês – Parte 3

No post anterior falei sobre algumas práticas da Yakuza ligadas em geral ao setor financeiro. Nos próximos crimes que vou apresentar podemos ver bem a forma como eles agem de forma ilegal no mercado imobiliário.

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13) Forçar a vacância de um imóvel: esse crime é denominado de especulação injusta ou imprópria e consiste em forçar  o usuário de um imóvel a sair do mesmo. Para isso são usadas diversas artimanhas. De uma simples ligação ameaçadora, passando por algazarras com gangues de motoqueiros em frente ao local até o uso da força física, seja danificando a propriedade, seja ferindo o próprio proprietário/usuário.

14) Cobrar pela vacância de um imóvel ocupado irregularmente: essa prática é o exato oposto do crime anterior. Nesse caso eles ocupam irregularmente um imóvel, o fazem de forma ostensiva (colocando placas ou o próprio nome na caixa de correio ou no terreno vazio). O objetivo pode ser para uso como base de operações do grupo, ou apenas uma forma de forçar o proprietário ou demais interessados na propriedade a pagar para que eles desocupem o local.

15) Forçar a negociação de um imóvel: para uma empresa lotear um terreno ou construir sobre o mesmo é preciso uma autorização especial do governo, que pode ser difícil para uma organização criminosa obter. Dessa forma, a lei proíbe que se aproximem de empresas que constroem e negociam empreendimentos imobiliários para que os forcem a construir ou negociar o empreendimento ou ainda utilizar dos serviços de intermediários ligados a organização para esse fim.

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16) O mesmo ato do ítem 15, mas com relação a pessoas que não são empresas de construção ou negociação/intermediação de imóveis

17) Esse artigo proíbe que os grupos criminosos forcem empresas de construção a realizar obras contra sua vontade. Novamente se relaciona ao ato de intimidar alguém a prestar serviços para eles.

18) Esse é bem interessante, se refere à proibição de intimidar ou forçar locais como hoteis, empresas de eventos, clubes de golfe e etc a fornecer suas instalações para eventos dos grupos criminosos. Esse tipo de intimidação é muito comum para sediar funerais, cerimônias de iniciação, ritos de sucessão das facções Yakuza em locais de luxo.

 

No próximo post da série começo a lidar com o que talvez seja a parte mais interessante, que são os atos praticados como “advogados do submundo”, ou seja, situações em que são contratados por “civis” para buscar seus direitos ou para obter direitos a que não fazem jus.

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