Criminalidade no Japão: Furto de Veículos

hiace

Li uma notícia na semana passada que me chamou a atenção. Falava sobre o carro mais furtado do Japão pelo sexto ano seguido. A manchete me impressionou pelo modelo do veículo, Toyota Hiace, um carro bem esquisito, mas os números da notícia me impressionaram ainda mais, então decidi escrever sobre o tema do título: furto de veículos no Japão.

Pois bem, na verdade os dados se referem apenas à província de Saitama, mas que é bastante interessante para analisar pois tem uma população grande ( mais de 7 milhões) e faz parte da Grande Tokyo, ou seja, comparável às metrópoles brasileiras.

Segundo a notícia do Yomiuri Shinbun, desde 2004, quando o furto de veículos na província atingiu o pico, 6178 carros , os números tem caído bastante, chegando à 1993 em 2012. Para termos uma noção, apurei que em Curitiba, por exemplo, com seus 2 milhões de habitantes, foram 4595 furtos e roubos só no primeiro semestre de 2012. Na cidade de São Paulo são cerca de 7000 por mês. Não há nem como comparar com os números japoneses, mas ainda assim, 6178 foi um número que me surpreendeu. A redução em 2/3 também. Interessante para ver que existe sim crime no Japão, e interessante para ver uma situação de redução expressiva da criminalidade, coisa bem incomum em terras brasileiras.

Porém, apesar dessa redução, no caso do Toyota Hiace a quantidade de furtos só aumentou nos últimos 6 anos. Em 2012 foram 288, mas só no primeiro semestre de 2013 já são 336.

As causas indicadas são simples. É um carro de estrutura simples, fácil de desmontar, de manutenção barata, resistente, que alcança bom preço no exterior. Geralmente são desmontados em desmanches, e mais metade dos veículos são de fato contrabandeados para fora do país.

Os principais locais em que ocorrem os furtos são: estacionamentos mensalistas, estacionamento de empresas e estacionamento do comércio em geral. Esses três locais correspondem à 80% de todos os furtos. A tática dos ladrões é roubar os carros que estão em locais mais isolados, nos fundos dos estacionamentos onde não há ninguém vendo.

Em uma loja especializada no modelo, após alguns furtos 3 anos atrás instalaram câmeras e sensores de segurança. Como não podia deixar de ser, no Japão, esse país onde as máquinas adoram falar, quando alguém invade o local vigiado uma voz diz algo como “Bem vindo, este local está sob vigilância” ou algo do gênero, o equivalente ao nosso infame “sorria, você está sendo filmado.”

 

Fonte:

http://www.yomiuri.co.jp/national/news/20130726-OYT1T01628.htm?from=main5

 

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