Mais comentários sobre XXII ENPULLCJ / IX CONGRESSO INTERNACIONAL DE ESTUDOS JAPONESES

Continuando de onde parei, após os pôsteres tivemos os Workshops. As opções eram interessante:

Workshop 1 – literatura
Luiza Nana Yoshida e Mina Isotani. A representação feminina na literatura japonesa.

Workshop 2 – Cultura
Marcia Hitomi Namekata e Klaus Eggensperger. O Teatro Nô tradicional e seus desdobramentos no século XX.

Workshop 3 – História
Rogerio Dezem e Monica Setuyo Okamoto. Identidade nikkey.

Workshop 4 – Língua
Eliza Atsuko Tashiro Perez. Novas perspectivasdas pesquisas na Língua e Linguística Japonesa no Brasil.

Workshop 5
Yuki Mukai. À luz da “aquisição da segunda língua”: Até onde e como influenciariam os fatores variáveis individuais (crenças) dos agentes engajados no ensino-aprendizagem de Japonês como LE no Brasil?

Acabei assistindo o nº 1 junto com Prof. Roberto Pinheiro Machado da UFRGS. A abordagem escolhida foi a divisão entre a análise feita na literatura clássica e na literatura moderna. A Prof.  Nana Yoshida teceu comentários sobre o Taketori Monogatari e Genji Monogatari. Nesses casos a imagem da mulher era mais estática, cada personagem feminino tinha características bem definidas, uma era sofredora, a outra mais submissa, outra vingativa e assim por diante, não existia uma transformação do personagem.
O grande problema foi uma pergunta de um dos ouvintes, um questionamente bem pouco pertinente, quase infantil, sobre o que as mulheres hoje em dia pensam do Genji, que segundo o sujeito seria considerado um cafajeste pela maioria das mulheres. A análise anacrônica da obra nesse sentido, desrespeitando o contexto em que foi escrito, desvritua completamente a interpretação. Como Roberto observou, o Genji merece uma análise dentro da perspectiva budista de sofrimento, que afinal de contas faz parte da realidade da obra. Nesse sentido não dá para falar em cafajeste quando se trata de um sujeito polígamo, isso não é uma problemática da obra, um ponto interessante que poderia ser levantado é que o Genji está preso a um ciclo de sofrimento que se materializa nessa relação constante com mulheres diferente, era muito mais uma prisão espiritual do que um prazer físico. Mas, enfim, a palestra era sobre as figuras femininas e não masculinas, então podemos relevar essa abordagem menos profunda.

Em seguida a prof. Mina falou sobre Irmãs Makioka do Tanizaki, e mostrou que as 4 irmãs são representações bem diferentes de diferentes tipos femininos. São inclusive visões mais revolucionárias, temos, por exemplo, a irmã que quer estudar e etc. É uma obra que já mostra uma concepção muito distinta da representação feminina clássica, e dos próprios estereótipos japoneses.

Após o Workshops tivemos um jantar no Hotel Alta Reggia e encerrou-se o primeiro dia do evento.

Dia 31/08/2012

Cheguei atrasado para a primeira palestra no odiável prédio de Ciências da Saúde.

– 1ª Palestra – Isao Santo

Passado tanto tempo (comecei a escrever o post em setembro, agora já é outubro), já não lembro bem das palestras desse dia, dessa forma, vou aguardar, reorganizar minha anotações e elaborar a terceira e última parte da análise do Congresso em um momento posterior.

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