O Japão Mágico do Facebook

No Japão todos professores são samurais.

No Japão todos professores são samurais e dão aula montados em cavalos

Tenho percebido um fenômeno muito interessante no facebook (e que reflete uma tendência vista também nas correntes de email, conversas do dia-a-dia e etc), que é a disseminação de informações falsas sobre o Japão para criticar a realidade brasileira ou do “resto do mundo”.

É interessante especialmente porque revela um problema crônico e paradoxal de uma era na qual a busca de informação se tornou tão simples: a incapacidade das pessoas de buscar as fontes de uma informação, e, consequentemente, de compartilhar informações sem saber se é ou não verdade.

A situação a que me refiro especificamente diz respeito a muita coisa que circulava em emails e orkut mostrando falsas realidade japonesas, e que se manifestam novamente no facebook em duas “histórias” recentemente compartilhadas em massa: 1) A de que o professor é o único profissional que não precisa se curvar ao imperador e; 2) a de que no Japão quando os trabalhadores querem fazer greve, o fazem trabalhando mais

Isso revela duas coisas bastante flagrantes nas redes sociais, a falta de senso crítico que é o que justamente nos faz buscar a veracidade da informação, bem como a falta de familiaridade com as mais simples ferramentas de busca da internet, o que torna quase inócuo todo o benfício de ter informação disponível de graça e com abundância.

Quanto à questão dos professores, não sei de onde surgiu essa informação, de repente existe algum tipo de fundo de verdade. Óbvio que a intenção é mostrar que lá os professores são mais respeitados do que aqui. Entretanto, não vi lá uma situação ideal de respeito aos professores. Com certeza não chegaram ao nível muitas vezes de barbarie que nossos professores enfrentam, mas não é possível dizer que recebam o tratamento que merecem. Não ganham tão bem quanto se quer fazer crer, não tem muito prestígio perante a sociedade, nem sempre encontram a atenção e respeito dos alunos que essas “correntes” tentam mostrar como regra absoluta. Nem é preciso ir além da cultura pop para ver que lá professor também sofre, vide séries e animes famosos como GTO ou Yu Yu Hakusho.

No caso das greves, não passa de uma generalização de uma situação que pode ou não ter ocorrido. Não faço idéia se houve ou não, se acontece ou não, o que sei vem justamente de estudos sobre greve feitos na Universidade Soka, e que revelaram durante muitos anos um comportamento grevista semelhante a qualquer outro país ocidental (em um modelo mais europeu com data de início e fim bem definidas). Trens parando ou catracas sendo liberadas, piquete em frente de fábrica, tudo isso existe e existiu lá. Eventualmente o país deixou de ser um bom modelo de comparação, não só por sua condição econômica privilegiada, mas pela forma de organização dos sindicatos.

No Japão via de regra os sindicatos não representam categorias profissionais e sim profissionais de uma determinada empresa. Na mesma medida em que isso é propício para um diálogo mais eficiente entre as partes, é também uma forma de retirar a força de movimentos grevistas, uma vez que o impacto social da paralização de uma empresa é bem menor que de uma categoria.

Enfim, são comentários bastante singelos mas que, para mim, mostram um grande vício das informações enlatadas compartilhadas nas redes sociais. Em vez de empregar textos que revelam os “mas” e “entretantos” das afirmações, optam por colocar uma imagem impactante e uma frase de efeito, o que esvazia a possibilidade de discussão séria e revela a falta de argumento até mesmo para o brasileiro se revoltar.

Eu não tenho medo de desmentir minhas promessas no blog. Recentemente falei que traria posts mais curtos e informações mais objetivas. Mudei de idéia, vou retornar a uma outra promessa esquecida, que era postar mais detalhadamente conhecimentos obtidos na Universidade Soka.

Pois bem, durante muito tempo empreendi ( e ainda empreendo) uma jornada contra a mistificação do Samurai, contra a mistificação do Japão, pois acreidto que é uma ofensa aos méritos de uma nação criar figuras idealizadas que escondem o verdadeiro esforço necessário para chegar onde chegou. Assim, me parece ser a hora de dedicar um post aos meus questionamentos quanto ao Bushido, Código do Samurai, uma invenção quase moderna de um código anacrônico utilizada pelos próprios japoneses para domesticar a classe guerreira e depois alimentar o nacionalismo. Depois desse impacto principal todos estarão prontos para ouvir sobre as irregularidades eleitorais japoneses, as fraudes à licitações, Constituições copiadas ou quase impostas por outros países.

E tudo isso, não para desmerecer o Japão, pelo contrário, para mostrar que, com problemas as vezes parecidos e até piores que os nossos, com uma classe dominante que também rouba, que também não tem nada de muito honrada, ainda assim conseguiram chegar a um ponto que não podemos nem sonhar em atingir nas próximas décadas.

* Atualização*

Tendo em vista a quantidade grande de acessos a esse post, mas sabendo que as pessoas não leem os comentários, acrescento aqui o debate da sessão de comentários que é esclarecedora quanto à “polêmica dos professore que não se curva”

– Otakismo

“… A corrente da greve eu nunca li, mas a do professor sim. Usei alguns termos diferentes na pesquisa, e achei um site que comentou, em 2008, o artigo do historiador Euclides Paes de Almeida sobre a imigração japonesa na cidade de Araçatuba-SP. Nele, o historiador cita que o Imperador Hiroito se curvava apenas para os seus professores, mas como o artigo está fora do ar, só consegui as informações citadas no site que menciona sua existência. Então algum fundamento, ainda que apenas parcialmente correto, tem.

Mas, claro, não é respeito pelo simples respeito. Na mesma pesquisa, achei um link da Folha regional: “sem a escolinha japonesa, as crianças estariam privadas do aprendizado do Yamatodamashii – a doutrina do ‘espírito nipônico’ e do ‘modo de vida japonês’. Era na escola que meninos e meninas aprendiam o padrão de comportamento japonês – aprendiam a ser bons e leais súditos do imperador Hiroíto. E isso, os pais sabiam, nenhuma escola brasileira e nenhum professor gaijin (leia-se estrangeiro) saberia ensinar. “De todo o rosário de proibições impostas aos disciplinados japoneses residentes no Brasil, esta foi a única que eles” …

– Eduardo

Gostei muito de seu artigo, aborda vários pontos que eu gostaria de abordar. Em vista disso acho que vou optar por divulgar esse post e tentar abordar os mesmos temas com uma perspectiva diferente e acrescentar algumas questões mais detalhadas, somadas às minhas opiniões pessoais.

Quanto à questão do imperador, não li o artigo e não posso julgar o historiador, mas em face de dois dados que possuo me parece um caso de “inocência histórica/política”. Explico: a despeito das condenações de muitos criminosos de guerra, Hirohito foi poupado pela Ocupação americana por uma série de motivos mais políticos do que de ausência de culpa.Assim, ele se submeteu a muitas exigências americanas. Dentre outras medidas para reforçar a destituição de seu caráter divino, ele foi compelido a viajar pelo país e interagir com as pessoas comuns, conversando, cumprimentando com apertos de mão ao estilo ocidental e também se curvando diante de gente comum, na tentativa de colocá-lo no mesmo nível “humano” dos outros. Não me impressionaria se esse fato, somado muitas vezes à inocência dos próprios japoneses na época, gerasse boatos de que o imperador sempre tinha sido assim e etc. Pela falta dessa referencia de não se curvar aos professores em outras linguas como inglês e japonês, me parece que esse fato chegou aqui seja pelos nikkeis, por força de algum boato, seja pelos historiadores nem sempre bem informados, e acabou sendo convertida numa questão quase ideológica de que ele se curvava perante professores.

Por outro lado, não deixa de ser impossível que antes da guerra ele tenha passado essa imagem, e daí a conexão com o “porém” que você acrescentou, pois, por trás dessa frase que seria bonita “sem professores não há imperadores”, eu vejo algo não tão nobre, pois me parece mesmo significar justamente que o professor no caso é valorizado pois aliena o sujeito desde criança nesse nacionalismo e adoração do caráter divino do imperador.

Para reforçar essa opinião de que o caso de “submissão” do Hirohito é bem específico, o Edito que reformou a educação em 1890 obrigou as escolas a terem a imagem do imperador em roupas militares em todas as salas, e obrigava que alunos e professores se curvassem sempre para a imagem. Me parece que essa obrigação, e sua aceitação com naturalidade, derruba qualquer idéia de que tenha sido uma tradição o professor não se curvar ao imperador, e, de qualquer forma, não resta provado que qualquer soberano tenha tido submissão especificamente à esse profissional.”

– Otakismo

Legal, Eduardo, não conhecia essas informações sobre o Hiroito, mas ainda sim prefiro não julgar o historiador, pois como também não tive acesso ao artigo, é possível que quem o citou pode ter diluído ou mesmo distorcido a posição dele.

Acredito que Hiroito em particular se curvava para os seus antigos professores, e não para a classe dos professores em geral, daí alguém estendeu isso para todos os imperadores, professores, e mudaram a ordem da reverência…quem sabe.”

– Eduardo

“Continuei buscando mais sobre o artigo do historiador e infelizmente não encontrei nada, então não seria justo julgá-lo. Entretanto, o que encontrei mostra que sua obra se baseou nos relatos dos próprios imigrantes, o que reforça minha suspeita de que seja uma falsa informação internalizada por esse imigrantes. Curioso que isso tem muito a ver com a minha abordagem da mistificação do samurai no próximo post, já que imputo muita responsabilidade aos imigrantes, que, em sua inocência, e em sua criação absolutamente viciada pela educação absurda instituída pelos nacionalistas japoneses trouxeram uma visão bastante mistificada do Japão, e que tem sido até hoje muito valorizada como “autêntica” pois no Brasil ainda se valoriza mais a sabedoria popular do que a pesquisa científica sobre o tema.”

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15 Respostas para “O Japão Mágico do Facebook

  1. Oi, Eduardo!

    Gostei muito do texto! Fluido, claro, sincero.

    Dentro do que tenho conhecimento, concordo com o que foi colocado. E me apetece bastante a ideia de um post sobre o Bushidô.

    Firmeza aê!

  2. Eduardo,
    escrevo um blog sobre cultura japonesa em geral, e alguns dos meus artigos são construídos justamente com a intenção de desmistificar a imagem que temos do Japão e dos japoneses. Um deles talvez lhe desperte um particular interesse, pois falo justamente da construção mítica do samurai e de como projetaram isso nos japoneses, no próprio Japão! Chama-se “Hotaru no Haka: seriam os japoneses herdeiros da ética samurai?”
    http://otakismo.blogspot.com/2011/10/hotaru-no-haka-seriam-os-japoneses.html

    A corrente da greve eu nunca li, mas a do professor sim. Usei alguns termos diferentes na pesquisa, e achei um site que comentou, em 2008, o artigo do historiador Euclides Paes de Almeida sobre a imigração japonesa na cidade de Araçatuba-SP. Nele, o historiador cita que o Imperador Hiroito se curvava apenas para os seus professores, mas como o artigo está fora do ar, só consegui as informações citadas no site que menciona sua existência. Então algum fundamento, ainda que apenas parcialmente correto, tem.

    Mas, claro, não é respeito pelo simples respeito. Na mesma pesquisa, achei um link da Folha regional: “sem a escolinha japonesa, as crianças estariam privadas do aprendizado do Yamatodamashii – a doutrina do ‘espírito nipônico’ e do ‘modo de vida japonês’. Era na escola que meninos e meninas aprendiam o padrão de comportamento japonês – aprendiam a ser bons e leais súditos do imperador Hiroíto. E isso, os pais sabiam, nenhuma escola brasileira e nenhum professor gaijin (leia-se estrangeiro) saberia ensinar. “De todo o rosário de proibições impostas aos disciplinados japoneses residentes no Brasil, esta foi a única que eles resolveram burlar.””

    • Gostei muito de seu artigo, aborda vários pontos que eu gostaria de abordar. Em vista disso acho que vou optar por divulgar esse post e tentar abordar os mesmos temas com uma perspectiva diferente e acrescentar algumas questões mais detalhadas, somadas às minhas opiniões pessoais.

      Quanto à questão do imperador, não li o artigo e não posso julgar o historiador, mas em face de dois dados que possuo me parece um caso de “inocência histórica/política”. Explico: a despeito das condenações de muitos criminosos de guerra, Hirohito foi poupado pela Ocupação americana por uma série de motivos mais políticos do que de ausência de culpa.Assim, ele se submeteu a muitas exigências americanas. Dentre outras medidas para reforçar a destituição de seu caráter divino, ele foi compelido a viajar pelo país e interagir com as pessoas comuns, conversando, cumprimentando com apertos de mão ao estilo ocidental e também se curvando diante de gente comum, na tentativa de colocá-lo no mesmo nível “humano” dos outros. Não me impressionaria se esse fato, somado muitas vezes à inocência dos próprios japoneses na época, gerasse boatos de que o imperador sempre tinha sido assim e etc. Pela falta dessa referencia de não se curvar aos professores em outras linguas como inglês e japonês, me parece que esse fato chegou aqui seja pelos nikkeis, por força de algum boato, seja pelos historiadores nem sempre bem informados, e acabou sendo convertida numa questão quase ideológica de que ele se curvava perante professores.

      Por outro lado, não deixa de ser impossível que antes da guerra ele tenha passado essa imagem, e daí a conexão com o “porém” que você acrescentou, pois, por trás dessa frase que seria bonita “sem professores não há imperadores”, eu vejo algo não tão nobre, pois me parece mesmo significar justamente que o professor no caso é valorizado pois aliena o sujeito desde criança nesse nacionalismo e adoração do caráter divino do imperador.

      Para reforçar essa opinião de que o caso de “submissão” do Hirohito é bem específico, o Edito que reformou a educação em 1890 obrigou as escolas a terem a imagem do imperador em roupas militares em todas as salas, e obrigava que alunos e professores se curvassem sempre para a imagem. Me parece que essa obrigação, e sua aceitação com naturalidade, derruba qualquer idéia de que tenha sido uma tradição o professor não se curvar ao imperador, e, de qualquer forma, não resta provado que qualquer soberano tenha tido submissão especificamente à esse profissional.

  3. Legal, Eduardo, não conhecia essas informações sobre o Hiroito, mas ainda sim prefiro não julgar o historiador, pois como também não tive acesso ao artigo, é possível que quem o citou pode ter diluído ou mesmo distorcido a posição dele.

    Acredito que Hiroito em particular se curvava para os seus antigos professores, e não para a classe dos professores em geral, daí alguém estendeu isso para todos os imperadores, professores, e mudaram a ordem da reverência…quem sabe.
    Gostei do seu blog, fiquei sabendo dele pelo Fábio Hideki.

    • Continuei buscando mais sobre o artigo do historiador e infelizmente não encontrei nada, então não seria justo julgá-lo. Entretanto, o que encontrei mostra que sua obra se baseou nos relatos dos próprios imigrantes, o que reforça minha suspeita de que seja uma falsa informação internalizada por esse imigrantes. Curioso que isso tem muito a ver com a minha abordagem da mistificação do samurai no próximo post, já que imputo muita responsabilidade aos imigrantes, que, em sua inocência, e em sua criação absolutamente viciada pela educação absurda instituída pelos nacionalistas japoneses trouxeram uma visão bastante mistificada do Japão, e que tem sido até hoje muito valorizada como “autêntica” pois no Brasil ainda se valoriza mais a sabedoria popular do que a pesquisa científica sobre o tema.

  4. Olá Eduardo,

    Sei que seu texto é serio, mas não pude conter o riso com a foto do professor samurai dando aula, desculpe por isso.

    Você está certo devemos ver as coisas como realmente são. Já li no youtube estudantes amadores da cultura japonesa (como eu) dizendo para quem fazia videos sobre o Japão não mostrar seus defeitos, pois segundo ela os fãs do Japão no Brasil só querem saber o que existe de bom. Achei um absurdo, pois esse comentário não saiu de algum xenofóbico extremista (eu esqueceria se fosse), mas de alguém que realmente admira o Japão.

    Apenas peço a você que não revele detalhes da vida privada sórdida de alguma figura histórica, como Tsunetomo, pois seria um pouco vulgar.

    Está de parabéns por ser um dos poucos sites que realmente mostra o Japão como ele é. Continue assim, por favor.

    • Obrigado pelos elogios.

      E realmente, não é incomum encontrar gente que se ofende quando você não idolatra o Japão. Isso é bem comum entre alguns núcleos de descendentes e entre otakus extremistas. Geralmente os estudiosos mais sérios do tema praticamente vivem de indicar os problemas do país, já que as coisas boas são praticamente um senso comum.

      Quanto a imagem, é para rir mesmo, é de uma série de comerciais da fanta no Japão muito engraçados.

  5. Eduardo,

    Gosto muitos dos seus textos e, por isso mesmo, peço que por favor não torne isso uma “cruzada” contra o preconceito, pois muitas “cruzadas” contra o preconceito acabam muito mal.

    Longe de mim que nem viajei ao Japão por turismo, criticar seus textos, digo isso apenas por um presentimento geral sobre o texto.

    • Na verdade eu já comecei essa cruzada a muito tempo, agora é meio tarde para parar, e a tendência tem sido ampliar o alcance dessas críticas. Se estivéssemos na década de 50 eu até temeria pela minha vida haha, mas hoje acho que isso tudo trás mais benefícios que riscos

  6. o do professor não se curvar passou acho que em alguma propaganda aqui no Brasil, acho que só falando da importancia do professor…

    • Hum, interessante, se isso foi dito em uma propaganda, encontrar essa veiculação poderia ajudar a localizar de onde tiraram essa informação que, até o momento, ninguém conseguiu provar.

  7. Estou começando a acompanhar seu trabalho Eduardo e achei ele bem interessante. Tenho que lhe confessar que passei a me interessar pelo Japão através de mangás e animes, mas logo percebi que esse país é muito mais que isso.
    Acho legal a forma que você faz a desmitificação sobre o Japão, principalmente neste artigo isso fica bastante claro, pois muitas pessoas tem uma visão idealizada de um “Japão perfeito” em que tudo gira em torno de anime, manga, honra etc.
    Acho que nós (independente da nacionalidade) devemos questionar a veracidade das informações, Acredito que a prática de questionar as coisas é muito importante, pois contribui para nosso aprendizado e formação de opinião.
    Irei continuar visitando seu blog pois são poucos que seguem a mesma linha de pensamento. Parabéns pelo seu trabalho!

  8. Falaste, falaste, escreveste, escreveste …. e em conclusão, NÃO SABES ….. estás-me a gozar? Se não sabes porquê escrever? Tens alguma coisa contra? Sentiste-te inferiorizado? Que se passa?

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