O fim (formal, não material) – 終了式

Semana passada foi a cerimônia de encerramento das aulas do intercambistas. Um fim formal pois para aqueles que tem aulas regulares da universidade os testes finais vão até o dia 27. De qualquer forma, retornando ao encerramento, foi composto de uma cerimonia e uma festa. Para minha surpresa eu fui escolhido pelos professores para fazer o discurso da festa, e coincidentemente meu colega de quarto foi escolhido para fazer o discurso da cerimonia. Cerca de 30 pessoas participaram desta, e mais umas 30 foram assistir. Os que se “formaram” dessa vez foram em sua maioria os alunos que chegaram na primavera de 2010 e os intercambistas da Soka University of America que chegaram no outono. Tudo foi bastante rápido, discurso de alguns professores, do Presidente da Universidade, dos alunos escolhidos e entrega dos diplomas, notas (ainda recebemos de brinde uma pasta de guardar documentos !).

Após isso fomos a festa, após comer muito (é sempre bom aproveitar esses momentos com carnes e saladas de graça) comecei a controlar meu nervosismo para o discurso. O fato é que escrevi algo curto, me foi pedido algo de 2 minutos, talvez tenha passado um pouco disso. Semestre passado na festa de encerramento lembro bem que ninguem prestou atenção nos discursos, que eram aquelas coisas bem comuns e emotivas que ninguem quer ouvir enquanto come, logo, decidi escrever algo um pouco diferente para ver se conseguia um pouco de atenção. Uma pessoa discursou antes de mim, evidentemente foi aquela coisa cheia de agradecimentos e etc, acompanhado por muito barulho de gente conversando. Chegada a minha hora, bastante nervoso saudei as pessoas presentes e lancei minha frase de impacto “白人の代表としてスピーチさせていただきたいと思います” que pode ser traduzido algo como “Discurso como representante das pessoas/da raça branca” (mas em japones soa bem menos nazista). Teve o efeito esperado de silenciar e atrair alguns risos. Para amenizar a frase todo o resto do discurso foi uma mistura de ironia com agradecimentos sérios ( coisas como “as pessoas dizem que o tempo passa rápido, para mim passa devagar, foram 10 meses mas parece que passou um ano”) felizmente a reação dos presentes foi boa, consegui arrancar risadas  🙂 , o mais importante foi que os professores continuaram a me cumprimentar mesmo alguns dias depois (espero que seja por que gostaram e não por educação haha).

Após o encerramento muitas pessoas já retornaram a seus países, apesar de que a grande maioria retorna no fim de fevereiro. Quanto aos meus testes, finalizei todos de japones (mantendo 50% S e 50% A) e optei por fazer só alguns da matérias regulares, afinal, se eu não recebo créditos na UFPR por essas matérias, se não influenciam meu rendimento acadêmico não vejo necessidade em me estressar com provas que, como todos sabemos, não medem conhecimento nenhum. Juro que o fato de ter comprado um PS3 não influenciou em minha decisão 🙂

A partir de agora é hora de aproveitar para sair com os amigos pois, por mais triste que isso seja, é bem possível que eu não vá ver a maioria deles. Por sinal, fomos a Ebisu, um famoso distrito de bares em Tokyo. Confesso que a diversão foi muito mais pela estranheza que por aproveitar. No primeiro bar o atendimento era horrível (eles não paravam de gritar tentando nos pressionar a pedir mais bebidas) e o preço salgado (12 reais um copo de cerveja !), depois seguimos para alguns bares bem famosos como o Buri, que é um minusculo stand up bar no qual existem dezenas de tipos de sake cervidos em copos personalizados que voce pode levar para casa (cerca de 15 reais cada). Em cada lugar sempre tentavam cobrar taxas bizarras, nos enganar colocando coisas na mesa que não pedimos… Para finalizar fomo comer em um restaurante, primeiro fizemos questão de saber se havia qualquer tipo de taxa de serviço, e dessa vez não havia \o/ mas cobraram de cada um 100 yen pelo rodízio de…. repolho (!!!) que não passava de um repolho cru colocado no centro da mesa…

Depois disso corremos para pegar o ultimo trem (lembrando que em Tokyo os trens se encerram cerca de 1h da manhã, e só retornam as 5, 6h). Acho que nunca comentei aqui como o ultimo trem é uma experiencia fascinante. É completamente lotado, e quando digo completamente digo num nível que nunca vi no Brasil, ou ao menos em Curitiba (e olha que eu ando de inter 2, expresso e etc), simplesmente não há espaço para mover um centimetro do corpo, em certos momentos meus pés praticamente não tocam o chão, voce simplesmente se mantem em pé pois se torna parte da massa compacta de pessoas. Além disso boa parte das pessoas estão bebadas, mas apenas dormindo. O que torna a experiencia até divertida é que o transporte público em Tokyo é frequentado pela classe média, média alta, então ao menos voce está sendo esmagado contra gente que usa perfume, desodorante (sei que isso soa preconceituoso, mas fazer o que, é a verdade)…

Enfim, a próxima missão é ir tentar esquiar e snowbordear. As reservas no hotel já estão feitas e parto esse domingo (não lembro o nome da montanha, mas imagino que é em Nagano). Após isso verei o que ainda posso fazer com o dinheiro que me resta.

Ps. Este sou eu intimidando a clientela.

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4 Respostas para “O fim (formal, não material) – 終了式

  1. Eduardo! Você é 10! Parabéns pelo desempenho no Japão e também por conseguir fazer um discurso em 2 min…fui na formatura de medicina sexta, e acredite , DEMOROU 4H!!!!! foi um saco! Muitos agradecimentos, acho que agradeceram até pelo papagaio, cachorro e etc…Aproveite suas férias aí, feliz retorno!!! bjs

  2. Hahahaha! mandou bem duds!
    discursos engraçados são os melhores!

    meo, ate minha rotina ja esta mudando por causa do Ps3! hahahaha
    ja to acahndo lugares pra pegar jogos e pessoas para emprestar! haha

    aproveita o ultimo mes de viagem!

    Quando vc voltar vc vai ter q sair comigo um dia! e vc vai ter q ir pra floripa comigo! e vc vai ter q perder no winning eleven pra mim! e vc vai ter q ficar do meu lado enquanto eu jogo MG4 pra traduzir tdo! hahahahaha

    abraços!

  3. Vc provou que os Pereira Alves tem o poder de síntese, afinal com uma platéia miscigenada conseguir em 2 minutos prender a atenção da galera, é coisa de curitibano com sangue de parnanguara. Vamo lá garoto, aproveite, porque o PT continua mandando por essas bandas.

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